Zamenhof, o criador do esperanto
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1. Da necessidade de se falar em esperanto
2. Discurso de Zamenhof em Barcelona - vídeo
3. Discurso de Zamenhof em Barcelona - som
4. Discurso escrito por Zamenhof, dito por Claude Piron

1. Conferência Preparatória
    de Esperantistas Russos.
    Da necessidade de se falar em esperanto.

L. L. Zamenhof, em São Petersburgo, 1910
Em Zamenhof, Paroladoj

Talvez vocês se admirem que vos fale, não em russo, mas em esperanto. Talvez vocês digam que, pelo facto de termos neste momento um congresso de compatriotas, e todos, ou pelo menos quase todos, os participantes compreendem muito bem a mesma língua, é muito mais natural falarmos nessa língua. Existem, porém, razões importantes, pelas quais escolhi para o meu discurso a língua pela qual nós batalhamos e pela qual nós nos reunimos.

Os nossos congressos, não só os universais mas também os nacionais, têm, antes de mais, um significado instrutivo e educativo. Esperantistas que vivem longe uns dos outros, em diversas cidades e vilas, vêm em pequenos e grandes grupos para ouvir a nossa língua, para verificar se a aprenderam bem, se a entendem bem, para comparar o seu próprio modo de falar com o dos esperantistas mais experientes. Quando depois regressam a casa, eles mesmos não só falam o esperanto de modo mais puro, como também levam um modelo de boa dicção àqueles que ficaram em casa.

Assim, os congressos regulam o uso da língua, e graças a eles já se fala esperanto de modo exactamente igual, não só nos lugares mais recônditos de cada país, mas também nos lugares mais dissemelhantes por todo o globo terrestre. Já acontece, que quando se ouve um bom e experiente orador esperantista, não se consegue adivinhar a que nação ou país pertence. A vida da nossa língua, totalmente autónoma, com o seu espírito absolutamente próprio, não emprestado nem imitado, torna-se mais e mais forte a cada dia que passa, como se todos os esperantistas do mundo morassem juntos numa pequena porção de terra.
Não menos importante é o significado educativo dos congressos de esperantistas. Falantes de esperanto isolados, que nunca tiveram a possibilidade de aplicar o que aprenderam, costumam duvidar, se de facto é possível a intercompreensão nesta língua. Até mesmo entre os esperantistas do mesmo grupo, não há a coragem de falar em esperanto, gagueja-se, prefere-se falar na língua nacional, e proporcionalmente à falta de coragem de falar, advém também a falta de coragem em divulgar a língua, porque os que gaguejam em esperanto, contra a sua vontade não se conseguem libertar do medo de que talvez o esperanto seja algo mais teórico que prático. Mas quando estes vêm ao congresso, onde têm a possibilidade de ouvir bons e experientes oradores, quando se convencem pelos seus próprios ouvidos e olhos, com que beleza e fluência se pode falar em esperanto, entusiasmam-se, vêem que lutam por algo vivo e cheio de vida, regressam a casa com uma nova coragem e energia. Os nossos congressos, não só os universais mas também os locais, educam, deste modo, os trabalhadores entusiasmados e convencidos da nossa causa.

Estes são os principais motivos pelos quais, em todos os nossos congressos, não só nos universais, mas também nos nacionais ou regionais, temos que falar não só acerca do esperanto, como também utilizando o esperanto. (...)
2. Discurso de Zamenhof em Barcelona,
    Catalunha, Espanha - vídeo
    16 de Septembro de 1909

Em Zamenhof, Paroladoj

Único filme no qual Zamenhof aparece.
Registado por um fonógrafo.
Ele diz:
«(...) pelo fonógrafo a minha cordial saudação ao grupo esperantista de Barcelona (...)»

3. Discurso de Zamenhof em Barcelona,
    Catalunha, Espanha - som
    16 de Septembro de 1909

Em Zamenhof, Paroladoj

A ocasião e o texto são os mesmos do vídeo anterior (2.), mas aqui temos mais texto sonoro.

Registado por um fonógrafo.
Ele diz:
«Aproveitando a ocasião da minha estada em Barcelona, expresso pelo fonógrafo a minha cordial saudação ao grupo esperantista de Barcelona (...) O grupo fervoroso muito ajudou ao (...) e ao progresso do esperanto, e tenho esperança que isso ainda muito (...) trabalho para a causa do esperanto. Luís Lázaro Zamenhof, Barcelona, em 16 de Setembro de 1909.»

4. Discurso escrito por Zamenhof,
    dito por Claude Piron

Em Zamenhof, Paroladoj

Texto que Zamenhof leu no 1.º Congresso Universal de Esperanto, em Boulogne-sur-Mer, França, em 1905. Não existem registos sonoros do original.